Todas as organizações, independentemente da complexidade ou ramo de atuação, têm tributos a pagar. Eles variam de acordo com o tipo de organização e a escolha pelo regime de tributação deve ser feita durante os trâmites de abertura da empresa. Contudo, caso o empreendedor deseje e as características do negócio permitam, é possível alterar essa escolha ao fim de cada exercício fiscal para encontrar um regime que seja mais vantajoso para o negócio. Conheça os três principais regimes:

– Lucro Real: Lucro real é o regime mais complexo do sistema tributário. Nele, os impostos são baseados no lucro da empresa. Por meio dele, o IRPJ e a CSLL são determinados com base no resultado. Qualquer empresa pode optar pelo lucro real, porém neste regime exige-se maior controle da empresa, pois vem acompanhado de várias obrigações. No Lucro Real, o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) têm alíquotas de 15% e 9% respectivamente, caso não haja lucro eles não serão aplicados. Outro fator importante é que o prejuízo pode ser utilizado como crédito para os anos seguintes.

– Lucro presumido: O Lucro Presumido é um regime que permite presumir a base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) sem que se apure, necessariamente, o resultado de uma empresa, esse
cálculo é feito com base no faturamento da empresa e as alíquotas dependem da atividade econômica desenvolvida. IRPJ e a CSLL são pagos conforme a presunção de cada área, já em relação aos PIS e COFINS, as alíquotas são 0,65% e 3%, respectivamente, sendo
inferiores às do Lucro Real, porém não é possível utilizar o prejuízo como crédito nesse regime.

– Simples Nacional: O simples Nacional é um dos mais novos regimes, criado em 2006, ele permite que os tributos sejam pagam uma única vez no ano e não de forma separada como costuma ocorrer. Ele é voltado para MEI (faturamento máximo de 81 mil), microempresas (faturamento máximo de 360 mil) e para empresas de pequeno porte (faturamento máximo de 4,8 milhões), apesar de simplificado ele pode não ser a melhor opção para a sua empresa se ela não se enquadrar nas características mencionadas acima.

É muito importante ser auxiliado durante esse processo para realizar uma escolha mais assertiva.

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